Saúde Pública em Passagem

Saúde Pública no Brasil Principalmente em Passagem

Podemos notar nos noticiários a falta de capacitações e estruturas nos postos médicos resultando em superlotação, ausência de médicos e enfermeiros. O que mais entristece é vermos pacientes dispensados nos corredores de hospitais e pronto-socorro. Não podemos deixar de mencionar a demora no atendimento. Para piorar ainda mais a situação, a falta de medicamentos.

Esses e demais problemas que acabamos de mencionar retratam a saúde pública no Brasil que está cada vez mais nítido nos rostos dos brasileiros. Para afirmar o que estamos mencionando, basta apenas visitar um posto médico ou qualquer unidade de saúde onde irá observar filas imensas de cidadãos que esperam atendimento. Para piorar ainda mais a situação alguns pacientes acabam passando mal de tanto aguardar, preferindo ir embora para sua casa sem receber o adequado atendimento.

 

De acordo com a classificação, o Brasil se encontra na sexta posição mundial entre os países que possuem a maior economia. Vem uma pergunta que não quer calar: como é considerado o sexto país que proporciona maior economia, porém o sistema de saúde pública é desfasado?

 

Além da dificuldade nos atendimentos fazendo com que os pacientes sofram com a espera nas filas, as verbas que seriam para a saúde são desviados deixando o bem-estar comprometidas. Por o município não proporcionar um atendimento de qualidade para resolver os problemas que o corpo humano vem desenvolvendo ao passar dos anos.

 

Visando esses problemas que vários estados estão passando a ex-presidenta Dilma Rousseff lançou no dia 8 de julho, o programa “Mais Médico”, com o único objetivo de minimizar o sofrimento dos brasileiros em relação à saúde importando mais de 15 mil médicos estrangeiros para auxiliar no atendimento nas regiões com grandes dificuldades de obter profissionais na área da saúde. Com essa ação, será que foi resolvido ou minimizado? Na verdade, não melhorou! Porque as verbas destinadas à saúde continuam sendo desviadas. Podemos afirmar que o governo pouco se preocupa com a saúde dos brasileiros, visto que, quanto mais problema, mais dinheiro a receber. Saúde gerar dinheiro!

 

A Saúde Pública do Brasil  principalmente em Passagem está enfrentando um mau gerenciamento e financiamento, sendo um dos principais problemas do SUS!

A saúde infelizmente é uma das principais preocupações da população brasileira considerada maior desafio dos governantes. De acordo com os dados levantados pelo Ministério da Saúde, afirmam que a média nacional ficou entre 5,5, atestando a qualidade do Sistema Único de Saúde (SUS), de uma escala de 0 a 10.

A principal pretensão do sistema de saúde pública em Passagem é atender todos os brasileiros, sem distinção. Onde vem a apresentar falhas gravíssimas do programa. Podemos dar como exemplo o programa Saúde da Família, qual é direcionado na prevenção de doenças com o objetivo de alterar o modelo de saúde centrado nos hospitais.

Com base no histórico da Saúde, em apenas 20 anos, nenhum estado alcançou a meta completa. Embora apenas dois estados ultrapassaram os 90% da cobertura estabelecida: Piauí e Paraíba. Já 10% dos estados como: Amazonas, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, e Roraima, estão com atendimento abaixo da metade objetiva.

 

Uma das principais consequências e falhas que os governantes não conseguem equilibrar, melhor dizendo, controlar, são as lotações nos hospitais. Segundo dados do Tribunal de Contas da União (TCU), afirmam que apenas 64% dos hospitais estão sempre superlotados e 6% são medianos.

 

Outro problema gravíssimo que o Brasil está enfrentando na saúde pública é a falta da mão de obra. Os relatos que são mencionados nas mídias apontam não apenas a falta de mão de obra, mas também a estrutura para o atendimento e oportunidade para a capacitação dos profissionais. Vale ressaltar, que a formação dos médicos também é questionada.

 

O consultor legislativo Geraldo Lucchese, criticou: “Os centros de formação formam profissionais para o mercado de saúde. O SUS é uma política pública de Estado, não é mercado. A saúde no SUS é vista como direito social, enquanto no mercado é analisada como mercadoria”.

 

Falta de verba em Passagem

Nada é mais grave do que a falta de financiamento na saúde pública para ser resolver os principais problemas que o povo brasileiro vem enfrentando. O Brasil é um dos principais países que pouco investe em saúde. “Não podemos manter o Sistema Único de Saúde com a missão para a qual ele foi criado com esse volume de recursos”, comenta Ana Maria Costa, presidente do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde.

Demais países como Canadá e Inglaterra investiram mais de 4 mil dólares e mais de 3 mil dólares por habitante anual. Já os países da América do Sul, por exemplo, Argentina, investiram quase 700 dólares por pessoa e o Chile, quase 550 dólares.

Segundo a Lei Complementar 141/12, regulamentou que a Emenda 29, os estados devem investir 12% da arrecadação dos impostos e os municípios, 15%. No que lhe concerne, o governo federal deve investir o mesmo valor do ano anterior, claro com o reajuste pela inflação. Mesmo com a garantia de investimentos mínimos a lei não estimula o governo federal ir mais além.

Para melhorar os investimentos na saúde pública do Brasil, tramita na Câmara uma proposta relacionada ao Projeto de Lei Complementar 321/13, conhecida como “Saúde+10”. A proposta prevê a destinação de aumento de mais 10% das receitas correntes brutas para a saúde. Ou seja, o investimento da área da saúde seria aumentado para R$ 41 bilhões de reais a mais.

Os representantes do Governo Federal mencionam que há possibilidade de alcançar a um denominado valor com um posto específico para o setor, CPMF — Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira, abolido em 2007.

De acordo com os especialistas o problema da saúde no Brasil não é financeiro, mas sim de gerenciamento dos recursos. “Não há gestão qualificada. Há fraude, há corrupção. Isso precisa ser resolvido e se resolve com um gerenciamento competente e também com um financiamento adequado”, afirma o médico Roberto Luiz d’Ávila, ex-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM).

 

ivan

Sou formado em administração logística e pôs graduado em finanças. Sou editor e consultor de seguros e planos de saúde.

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